quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
As invasões bárbaras
Importante dizer que o filme não trata dessa questão. Trata desse homem mais velho, da relação com seus amigos, com seus dois filhos, com as mulheres que amou. Difícil descrever o que se passa. Não há um plot exatamente, pelo menos não fácil de descrever em poucas palavras. A história acompanha os dias finais de tratamento do câncer e tudo que advém em torno disso. O filho tem crenças, o pai tem outras, há um passado complicado entre pai e filho que será trabalhado ao longo do filme. Começa bem difícil essa relação, aos poucos vai amainando. Se quisermos, é uma história de amor pai-filho. Se quisermos, é uma ode às pessoas que se importam conosco, aquelas que estão sempre lá quando a gente precisa. O filme tem seu forte no humor e em bons diálogos. Alguns dos melhores é entre a enfermeira religiosa e o velho ateu e desbocado. Bom filme, tanto quanto "O declínio do império americano", mais antigo, que conta com os mesmos personagens mais jovens.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
O turista
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Estás, e estou do nosso antigo estado!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Boas companhias
Planos...
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Angústia
Ela faz cinema
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Rio
Foi um barato a viagem pro Rio. Ficamos em Copacabana, andamos por várias ruas ali do bairro. E visitamos também Ipanema, Lapa, Cosme Velho, Urca e Leme. Eloá queria mais passeios até a praia. Ela chegou antes de mim pra fazer um curso, foi na praia duas vezes com amigos, numa das vezes chegou a jogar vôlei. Comigo, fomos uma vez. Em geral, não gosto de praia. Gosto da vista do mar, do clima, de estar por perto e tal. Mas prefiro ficar de uma distância razoável, sem sujar os pés de areia, um boteco no calçadão, um chope inocente... Estou ficando velho. Já conhecia o Rio. Estive lá há dez anos e, na primeira vista, fiquei boquiaberto. Dessa segunda vez, fiquei menos tempo, mas aproveitei mais. Descobri que gosto de viajar e quero me dedicar mais a isso. Fiquei bem impressionado com a Lapa, um dos lugares que mais queria conhecer na cidade. Por tudo que representa, de boemia e cultura, para o Rio. De cara, quando estávamos vendo onde ficar na Lapa, assistimos um cover de Cazuza dando seu show numa casa de portas abertas. A mim, me pareceu bastante parecido com o Cazuza da fase do disco "Só se for a dois" ou "Exagerado", os primeiros discos solo (o cover cantava justamente a música "Exagerado"). Ser recebido na Lapa dessa forma é bem forte pra mim. Fiquei impressionado com a animação no bairro, muitas atrações, os bares cheios mas ainda com espaço suficiente para acomodar as pessoas que iam chegando. Ficamos no "Boteco do Garrafa" onde Eloá queria abrir a noite com Absinto (mas concordou em ficar na caipirosca) e eu fui de Manhattan pra depois emendar com a cerveja Devassa, da Paris Hilton. Eram os dias anteriores ao Natal, um dia de semana, mas imagino que com uma animação atípica para uma quarta-feira. No Rio, fizemos fotos de várias coisas, inclusive de nossa passagem por cartões postais como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar. Quatro dias foram pouco. Queremos voltar para fazer aquilo que não deu tempo. Inclusive, gostaria de dar uma esticada em Búzios. Vamos ver.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Filmes
Era para ir ao cinema ver "Tron". Mas inventei de passar na locadora antes e foi ótimo. Estavam lá dois filmes que queria ver há muito tempo. "Tudo pode dar certo", de Woody Allen, e "À prova de morte", de Quentin Tarantino. Dois filmes excelentes e bem diferentes. O de Woody Allen é, de certa forma, uma comédia romântica que gira em torno de um homem amargurado (Larry David), um gênio suicida e hipocondríaco, que não suporta as pessoas e sua mediocridade. Ele se envolve com uma garota de 21 um anos (Evan Rachel Wood) que é o seu oposto. Achei o filme delicioso, meio triste, mas com um final otimista e solar. Já "À prova de morte" é uma trama de suspense, com muita sensualidade e tensão. Recussita Kurt Russell, que faz uma espécie de sociopata sobre rodas. Ele é "Stuntman Mike" um dublê com um carro projetado para sobreviver a grandes impactos e usa essa máquina para matar lindas garotas. O filme é terror na primeira parte e ação e suspense na segunda. O final é supreendente. Tarantino é um diretor muito bom em criar espectativas na platéia para revirar tudo em seguida. É um filme muito, muito bom. Eu fiquei muito impressionado com "Bastardos Inglórios", que é outro ótimo filme do diretor, mas confesso que gosto ainda mais desse "À prova de morte". Aquela dança da Vanessa Ferlito não me sai da cabeça. Nem aquela cena brutal do choque entre os veículos.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Rio de Janeiro
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Mais sobre "Angústia"
Para começar, o seu protagonista é um desbocado. E descreve sem cerimônia as coisas que faz com as moças (e também aquelas que gostaria de fazer). Para o que eu tinha visto do autor até aqui, foi um susto. Mas um susto bom, evidentemente. Porque um artista não tem moldura, escapa delas, e isso é ótimo. Como é bom se surpreender com um velho conhecido. E o mais curioso é que dá para identificar o DNA do autor em toda a "miséria existencial", toda a... "angústia" que vive o Luís da Silva.
Ele vive sozinho lamentando o presente e remoendo o passado. Se apaixona pela vizinha e quebra a cara. Nas primeiras 50 páginas está apaixonado, não se segura, parece um animal. Nas 50 páginas seguintes, tomamos conhecimento de sua desilusão amorosa que o arrebenta e enfurece. Estou na parte em que ele quer a mulher de volta, Marina, com quem quase se casou até ela se interessar por outro. Não sei o que vai acontecer.
Tudo é narrado daquele jeito, sabemos do que se passa pela boca do Luís da Silva, da sua perspectiva e do seu humor de cão. O que significa que tudo pode ter se passado de outra forma, se a gente descontar o ângulo passional do personagem. Não parece que coisa boa espera o personagem até o fim da história. Mas para mim, leitor, o trajeto até aqui está estupendo.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Angústia
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Onde vivem os monstros
Vi "Onde vivem os monstros" com minha filha de oito anos. No início fiquei na maior dúvida se deveria ver com ela. Apesar da baixa faixa etária recomendada, não parecia um filme para crianças. Sem falar que o diretor, Spike Jonze, faz filmes bem "diferentes", basta ver seu "Quero ser John Malkovich". Mas a pequena gostou muito. Nós dois gostamos muito. É um filme honesto, simpático, que passa longe das fábulas com final feliz e, ainda assim, se conecta com os sentimentos dos pequenos. Há uma comunicação forte ali. Pelo menos minha filha se identificou com as questões colocadas, adorou o percurso do pequeno herói. E, aqui pra nós, é fácil gostar do ator Max Records, que faz um menininho que é o charme do longa. É um conto infantil que mistura fantasia com toques de amargura, solidão, fúria. Nada disso faz do filme menos interessante. O resultado final é bom. Filme para ter em casa.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Menino no espelho
True Blood
Alma lavada e enxaquada com essa terceira temporada de True Blood. Me diverti muito. Os primeiros episódios me assustaram um pouco, achei essa coisa de lobisomen meio sem graça. Achei que a série estava perdendo sua verve sarcástica, auto-irônica, iconoclasta e pervertida. Não perdeu. Mas é preciso admitir que a ação continuada deu lugar a sequências mais contemplativas, de auto-conhecimento dos personagens. Uma das coisas boas era os finais que me deixavam com a respiração suspensa e em cólicas, agoniado para ver o episódio seguinte. Isso pouco aconteceu nessa terceira temporada. Exceção para aquela cena incrível - inusualmente longa - em que o rei do Mississipi, Russell Edgington (interpretado por Denis O'Hare), dispara aquele monólogo de arrepiar. Bem no estômago. Bem True Blood. Fiquei paralisado uns momentos. O autor da série, Alan Ball, fez um troço ousado e memorável. Por coisas como esse monólogo, vale a pena demais ver True Blood. Essa terceira temporada não é a melhor de todas, mas está longe de ser ruim. As tramas menores, algumas me irritaram - alô, Lafayette! - mas houve aquelas que me capturaram e me ganharam totalmente - olá, Jéssica. Essa vampirinha é cativante, linda e irresistível com seu jeito entre a sobrenatural selvagem e a moça apaixonada. Podem falar mal da série, eu vou continuar fissurado. É o tipo de programa que um personagem aqui, uma cena bem dirigida acolá, um diálogo mais inspirado adiante, pagam muito bem tudo de menos legal que venha antes ou depois. E o menos legal, em se tratando de True Blood, ainda assim é melhor que muita coisa que está rolando por aí. Meu único protesto é que a rainha Sophie-Anne, a lindinha Rachel Evan Wood, apareça tão pouco. No mais, desejo vida longa à serie. Vou aguardar ansioso o próximo ano.***
E que bom retorno esse de "Modern Family", hein! Na segunda temporada, continua tudo igual: texto bacana e inteligente, elenco em boa forma (incluindo as crianças) e a graça de situações do dia-a-dia, banais até, mas apresentadas num recorte que faz toda a a diferença. É a minha comédia preferida no momento. Quando é preciso desligar dos problemas e se transportar, esse é o programa.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Enamorado
A vida editada é muito melhor
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O aniversário de Eloá foi muito simpático, show de bola. Quase tudo foi comprado pronto. Mesmo assim foi bacana.
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As pessoas compram pernil suíno pensando em assado. Eu também. Mas outro dia, fiz um delicioso ensopado de pernil. Acompanhei com uma novidade, ao menos para mim, um feijão branco com bacon, e arroz com cenoura. E purê de batata doce. E salada.
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Hoje, feriado, fiz pela primeira vez uma lasanha de soja (adoro soja). E não se engane, pode ser um puta prato. O molho de soja e o molho de tomate são feitos separados e depois unidos na montagem. Show.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
A suprema felicidade
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
A arte de editar revistas
Mother
Assisti a esse filme coreano "Mother". Gostei muito. Há algum tempo, li sobre o cinema oriental um texto que dizia que era daquelas bandas que vinha o sopro de renovação do cinema atual. Não deixo de concordar. As coisas que tenho visto são muito boas. "Mother" tem todas as atenções voltadas para essa mãe que faz o que pode para provar a inocência do filho, acusado de assassinato. O menino é estranho e esquentado, dorme com a mãe na mesma cama, está doido para ter a primeira relação sexual e tem surtos de esquecimento. A mãe também não é lá muito normal (quem de nós somos?). O filme tem seqüências intrigantes, não entendi nada quando vi a cena inicial com a mãe dançando. É esquisito. Mais tarde vamos entender essa cena e faz muito sentido. O filme tem seu quê de original, surpreende sem usar de artifício, se vale da própria história. Uma história, aliás, de suspense até banal, mas contada de uma maneira que faz a diferença. E a velha senhora, a mãe, é uma atriz e tanto. O elenco é muito gracioso. Gosto muito da cena com o velho naquela casa abandonada. Forte.*
La belle personne
Indicação de amigo, vi um bonito filme francês, "A Bela Junie" (ou ainda melhor no original, "La belle personne"). Fiquei com puta saudade da escola e fiquei com ciúmes (assisti com Eloá do lado). Nem tinha muito motivo pra ciúme, o único pegador da trama não se dá tão bem assim no final. No começo, quando os personagens começam a aparecer, não tive boa impressão. Achei que seria filme sobre "quem ficou com quem" por aí. Mas não é. As coisas vão se definindo, até fechar num certo triângulo. Apesar de contar uma história sem final feliz (ih, estraguei?), tudo é muito leve, a trilha é deliciosa, delicada. O diretor faz umas coisas simples que surtem um efeito grande, bacana. Como na cena que o rapaz sai cantando baixinho e a música aparece pra gente. É uma seqüência importante que vai conduzir a um momento trágico e definir o rumos dos personagens. Foi bom ver a Paris retratada, quase não parece Paris, senão por um pedaço da Torre Eiffel. No resto são salas de aula, pátio, jardins, metrô e cafés. O que achei curioso é que todos os atores em cena são bonitos, parece um catálogo de moda. Bom de ver, claro, mas a vida real é tão estonteantemente bela? Independente de qualquer coisa, o mais importante é que é um bom filme. Um bom programa.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Quincas Berro D'água
Tenho o maior respeito pelo diretor baiano Sérgio Machado. Seu filme de estréia, "Cidade Baixa", me ganhou de cara. Tenho motivo para continuar com o respeito após "Quincas Berro D'água", adaptação de conhecida obra de Jorge Amado. Vi o filme com certo interesse do começo ao fim. Não foi amor, não foi nem a excitação provocada por "Cidade Baixa". "Quincas..." é bem filmado, fotografia bonita, algumas atuações muito legais (como as de Irandhir Santos, Luis Miranda e Mariana Ximenes). Paulo José é um negócio impressionante, um herói, mesmo com a limitação do mal de Parkinson é um ator extraordinário e faz um morto digno de nota e atenção. Marieta Severo que geralmente é excepcional, achei pouco aproveitada, assim como outros tantos (putz, muitos) atores em cena. Me pergunto por que usar tantos grandes atores num filme que, tudo indica, ganharia muito mais se concentrasse a atenção em meia dúzia de personagens. Isso me incomoda. Mas gosto da pegada de Sérgio Machado, seu esforço em estar a altura de Jorge, manter o espírito do livro. No fim, é um filme com mais virtudes que defeitos. Mas não arrebata.Tropa
Não comentei aqui. Vi Tropa de Elite 2, é um grande filme de entretenimento. Confesso que não gosto da forma como o diretor usa o longa para dizer suas coisas, desfiar sua tese sobre o país, de como apresenta sua teoria sobre o que está por trás de tudo, aquele posicionamento todo sobre a corrupção e sobre os políticos. Aquele vôo sobre Brasília, especialmente, me incomoda. Mas não nego que é um filme muito interessante, um espetáculo mesmo. Padilha entende do riscado, sabe mexer com o espectador, é um artesão e tanto. Algumas cenas são bem fortes, de impacto. Bom ver esse tipo de trabalho no cinema nacional e com o tamanho que foi esse lançamento, com a qualidade dos profissionais envolvidos. Saí muito pensativo da sessão (lotada) no dia de estréia. Esse Tropa, como o anterior, é um acontecimento importante para o nosso cinema. Isso é bacana.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Battlestar Galactica
Durante o período que acompanhei "Lost", vez e outra ouvia comentários sobre a série de ficção científica "Battlestar Galactica". Todas as menções eram favoráveis. Fiquei curioso e fui atrás. Não é que estou gostando? Vi uns cinco episódios. O ambiente lembra bastante "Star Wars", mas é outra coisa. Li que a primeira versão da série surgiu depois do sucesso da saga de George Lucas. A versão de "Battlestar Galactica" que estou assistindo foi ao ar entre 2004 e 2009. É atual, mas traz um clima retrô bacana. E pra variar, eu fiquei louco com a lorinha Tricia Helfer que, pelo visto, faz uma personagem malvada, uma cylon chamada "Número Seis". Ainda não dá pra saber se quem é mau é de fato vilão. As coisas parecem, de propósito, deixar margem à dúvida. Má ou boa, a Tricia já me valeu o ingresso...
Cosme e Damião
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Milla Jovovich
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Tammy
Eu falei pro meu amigo Fábio da linda Tammy di Calafiori, por quem tenho estado seduzido (para dizer o mínimo) nesses útlimos tempos. Sua resposta foi um muxoxo, disse que não dá bola pra ela. Gosta de "carne". Deus, perdoai, eles não sabem o que dizem! Mas "ok", cada qual com seu cada qual. Respeito, fazer o quê? O fato é que não podia estar mais feliz ao ler que a Tammy vive uma stripper no próximo e esperado (por mim, pelo menos) filme de Arnaldo Jabor, "A suprema felicidade". Como bom velho tarado que o Jabor é, só posso imaginar que vem coisa boa por aí. Aquela coisinha linda de stripper? É ou não é a suprema felicidade? Já gostei do filme...
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Mas esse final...
Depois do resto do mundo, terminei de ver Lost.Gosto do raciocínio de que uma obra se completa com o leitor (espectador, ouvinte etc). Por isso, nenhuma obra pode ser muito explicada. Explicar muito, de certa forma, é matar a parte que cabe ao lado de cá.
Penso que está aí o problema maior de Lost na season finale. Tentou explicar demais e meteu os pés pelas mãos, sem falar que metade dos enigmas continuou no escuro. E ainda, pecado dos pecados, optou por um final que subestima a inteligência do fiel espectador.
Deixa eu formular isso melhor.
Depois de passar bom tempo plantando mistérios e de deixar o espectador tontinho (e isso era muito bom), a sexta e última temporada foi de elucidações.
No começo isso parecia boa coisa. Mas em se tratando de uma série com pé tão forte no mistério (e sci-fi, suspense, aventura, romance...), a sensação era de botar água no vinho. Cada episódio era dedicado a esclarecer algum dos seiscentos segredos da ilha. Como eram tantas as questões, claro que ficou um mundo de coisas sem resposta.
O final é totalmente frustrante no comparativo com o nível que a série atingiu. Parece que puseram na mesa todos os possíveis finais, daí escolheram o mais improvável, inverossímil e bobo.
É incrível o desnível de "The End", ainda mais tendo sido escrito pelos mesmos roteristas que mostraram competência para desenhar o enredo todo (ok, com muita enrolação e fumaça no caminho, mas também com episódios digníssimos).
Como diz minha mãe, eu vou e volto: porém, todavia, não posso me queixar de tudo. O final não apaga uma trajetória incrível. Isso mesmo. No saldo final, me diverti muito com Lost (thank you, Hurley, Sayid, Desmond, Faraday, Ben, Jin, Miles, Charlotte e Locke - meus favoritos).
Foram seis temporadas de altos e baixos, mas mesmo os piores momentos valeram a pena.
Concordo com o clichê de que é um marco na televisão. Mais um. Seria perfeito se Lost fosse uma série mais curta, concentrando nos episódios que tinham algo a dizer. Mas, por pior que pareça, a enrolação e as pistas falsas fizeram parte do prazer do jogo.
Lost me pegou pelo pé, me divertiu por seis temporadas. Se o final contrariou o bom nível do conjunto, paciência, são coisas da vida...
Na minha modesta opinião, mais que o da terceira, não existe final melhor que aquele da quinta temporada. (Quando Juliet, chorando, bateu com a pedra naquela bomba H, a tela ficou clara com a explosão e apareceu o logotipo da série. Depois disso, meu coração ainda ficou acelerado por uns bons minutos.) O final perfeito.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Distrato
Não por ela ter ido ver a mãe que não via já há uns bons meses. Acharia cruel ela não querer, não suspirar de saudades da mãe. Quem não tem amor à própria mãe, desconfia-se que deve ser uma bela peça. Minha pequena, ao contrário, foi ao encontro com justificado ardor filial, e lá ficou na trincheira inimiga por longos cinco dias.
O que matou esse pai velho e o último romântico da terra, foi a quebra de uma promessa. A pequena prometeu telefonar todos os dias enquanto estivesse ausente. Acreditei. No entanto, ela ligou três vezes.
E olha só: no primeiro dia, quis saber se estava executando bem a receita de arroz que ensinei. No segundo dia, perguntou se o carregador do seu celular estava em casa. No terceiro e último, avisou que já estava retornando, queria saber se eu estava em casa para recebê-la.
Nenhum telefonema com rasgos de saudade do pai, nenhuma declaração de amor eterno, nenhuma promessa de nunca mais se separar por tanto tempo.
Inevitável conclusão: ela não me ama, passou definitivamente para o lado negro da força.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Meus votos
Já defini quase todos os meus votos. Meu candidadto à deputado estadual é Joseildo Ramos, ex-prefeito de Alagoinhas, trabalhei com ele. É um cara muitíssimo competente. Fez um trabalho espetacular em dois mandatos em Alagoinhas. Saiu com aprovação imensa.
O deputado federal é, por enquanto, Emiliano José. Foi meu professor de jornalismo na faculdade. Venho acompanhando sua trajetória política desde que saiu candidato a vereador, foi também deputado estadual, depois federal (ocupou o mandato final de Pelegrino). Escreve muito sobre o período da ditadura militar. Escreve muito bem, é bom professor, debatedor. Tem sido um parlamentar aguerrido. É íntegro e tem aquela ternura dos homens sérios.
O senador é Edivaldo Brito. Depois que vi ele falar em alguns encontros fui investigar sua vida. É incrível. Foi lavador de carros, família paupérrima, para virar doutor. Tem uma trajetória bonita, mas mais do que isso, até onde compreendo, ele alia capacidade com integridade.
Não estou decidido pelo governador. Se a eleição fosse hoje, votaria talvez em Wagner (contrariado pela falta de opção).
A candidata a presidente é Marina Silva. A cada dia, ela me ganha mais um pouco. O engraçado é que a primeira pessoa a se empolgar com Marina foi a minha filha de oito anos. Até panfleto com lápis de cor ela tem feito para convencer os colegas na escola. Convencer a nada, vocês sabem, criança não vota mas adora dar palpite.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O último mestre no ar
Com tanto filme bobo que abusa de efeitos especiais e cenas de luta, é um alívio ver um trabalho delicado como "O ultimo mestre do ar". Claro, que há uma diferença importante aqui. Quem dirige o filme é um autor de verdade, um cara que tem uma trajetória cuja preocupação maior é fazer cinema antes de fazer dinheiro. E, coitado, esse autor, M. Night Shyamalan, é um conhecido saco de pancadas da crítica. E também não é o diretor amado pelo grande público. Eu sempre gostei muito de Shyamalan, desde sua estréia e sucesso com "O Sexto Sentido", quando ele sacudiu o mundo. Ele nunca mais fez tanto sucesso como ali. Mas eu continuo fiel e gostando do seu cinema. Seus filmes são sempre perturbadores. Este "O ultimo mestre do ar" traz um mundo em que as nações são identificadas com os quatro elementos - ar, água, terra e fogo. E apresenta um garoto, o avatar (nada tem a ver com o filme do James Cameron), que traria equilíbrio a um mundo em guerra. Para aprender a dominar os elementos que ainda não domina, o garoto sai em busca de conhecimento por meio de meditação, aprendizagem, entrega. É um filme obscuro, mas terno. O herói é uma criança e seus ajudantes são dois jovens. É um filme infanto-juvenil, com boa dose de fantasia e mistério. Há suas complicações. Um príncipe foi banido de sua nação e só será aceito de volta se capturar o avatar. De outro lado, há um grupo numeroso e bem armado que também está no encalço do pequeno. É uma delícia acompanhar a trajetória do garoto (e o jovem ator foi uma excelente escolha de elenco). O filme começa e parece que entramos em um sonho. Toda a mitologia apresentada por Shyamalan é na verdade simples embora rica em referências. Eu, que nunca me empolguei com exemplares como "Senhor dos anéis", "Harry Potter" e "As Crônicas de Nárnia" da vida, fiquei extremamente satisfeito com este outro tipo de mitologia. O longa de Shyamalan é a primeira parte de uma seqüência de três ou quatro filmes. Vou aguardar ansioso os próximos capítulos.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Chico Xavier
Heights
Rec, Tony Scott...
*
Já não acho que Tony Scott é esse cara terrível que achava antes. Mas também não cheguei a opinião (que já li por aí) de que ele é o irmão mais talentoso dos Scott. Esse "Sequestro do metrô 123" já começa irritando pelos maneirismo do letreiro modernoso da abertura. Depois disso começa o embate entre esses dois talentos que são John Travolta e Denzel Washington. É bom vê-los em cena, ok. Embora a gente saiba que ambos já fizeram coisa muito melhor. Você vê o filme e pensa que foi feito para ganhar uns trocados na bilheteria aproveitando o chamariz dos nomes dos atores. E é isso mesmo.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Karatê kid
*
Teminei a leitura das 500 e tantas páginas de "O berro impresso das manchetes". O livro que reúne as crônicas esportivas de Nelson Rodrigues, escritas para a Manchete nos anos 50. É aquela coisa, um prazer ler o jeito único de falar sobre futebol de Nelson. Lá está boa parte do vocabulário e das expressões que continuam hoje a serem repetidos pelos comentaristas de esporte da imprensa nacional. Não sei se fico feliz por descobrir a escola desse povo ou triste por ver que não apareceu ninguém assim depois de Nelson. Uma curiosidade interessante: numa das crônicas o autor fala pela primeira vez sobre Pelé usando expressões como "rei" e "realeza", e no posfácio somos informados de que Nelson foi o primeiro a usar essa desiginação que ficaria. Na época Pelé tinha 17 anos.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Vamos lá
*
E teve Lost no fim de semana. Fiquei baqueado (mais uma vez) com um final de temporada. Lost dá um nó na cabeça e continua viciando. Só aquela coisa da ilha sumir assim daquele jeito nessa quarta temporada que achei meio bocó. Comentei com a amiga Juliana. Mas vamos ver. Descobri que o melhor de Lost não é desvendar os mistérios, mas vê-los brotar, quanto mais melhor. Quando a série explica as coisas perde um pouco o encanto. O medo vai embora. E Lost é muito melhor quando mete medo.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Sobre filmes
"Acho a indústria muito importante, de lá vem filmes bons e ruins, mas mantém viva a cultura de ver filmes na sala escura. Nosso cinema começa a mostrar força para se manter vivo justamente quando consegue dialogar com o público. O problema é que o filme ruim (tá, vamos chamar assim), ajuda a movimentar o mundo do cinema. O filme bom (hummm???? nem os críticos se entendem, quando não se trata dos clássicos óbvios), o fato é que o filme bom (cult? de arte? alternativo?) pode ter seu público. Não vejo mal em conviver todo tipo de cinema, ter espaço para o "karatê kid" e "a erva do rato". O melhor dos mundos é exatamente ter opção. E, bem ou mal, temos tido. Sempre se fala muito contra a hegemonia dos filmes comerciais (e é bom que se fale), mas não teria futuro o cinema de arte sem a força da grana que circula em torno dos filmes ruins, mais ou menos e companhia. Sem falar que tem filme ruim que é muito bom. Mas isso é outra discussão."
terça-feira, 24 de agosto de 2010
A origem
O filme é daqueles que parece ser alguma coisa muito complicada e que exige muito do espectador. O diretor até consegue ser bastante confuso (e por isso tome-lhe blá blá blá). O problema não é entender o que se passa. Isso não é confuso. Confuso é entender o que realmente importa, qual é a médula óssea do filme, tantas são as coisas desimportantes pelo caminho. As pessoas tem destacado os efeitos visuais e a trama em labirinto, com sonho dentro do sonho etc. No fim das contas é uma tentativa de jogo de ilusão, de 'nada é o que parece'. No fim, o que está em primeiro plano é o drama do personagem de Di Caprio e como ele resolve o fato de não ter esquecido a mulher, de sentir culpa pela sua morte. Mas essa espinha dorsal não é tão forte, não sustenta o interesse pelo filme.
Para compensar uma historinha chinfrim, Nolan resolve a coisa introduzindo grandes doses de ação, perseguição, tiroteio, muito efeito especial, ruas que se dobram, pessoas flutuando, câmara lenta, tudo isso para tornar possível o ambiente dos sonhos, onde supostamente tudo é possível. Tirando o que está ali para distrair o besta do espectador - e que não é central à trama -, não fica nada que valha a pena. É o tipo de obra que se espremer não sai muita coisa. Há algo de interessante na idéia de usar o sonho como matéria para filmes, ainda mais o sonho dentro do sonho. E não há mal em fazer filme de ação ou aventura com esse tema.
O problema é que Nolan não diz nada com seu filme, embora faça parecer que está revolucionando o mundo.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Salt
sábado, 14 de agosto de 2010
O Bem Amado
Estou pouco me lixando para esse papo de cinema popular e cinema de autor. Se o filme é bom, tem qualidades, captura o espectador, voilá, cumpriu o dever. Mas, poxa, sacanagem, fiquei frustrado com "O Bem Amado", novo longa do Guel Arraes. Achei que, no mínimo, ia me divertir muito. Principalmente porque o diretor vem vindo num crescente no cinema: "O Auto da Compadecida", superado por "Lisbela e o Prisioneiro", superado por "Romance"..."O Bem Amado" tem algumas coisas das que mais irritam no cinema de Guel. Uma delas, e que já era forte em "Lisbela", é o uso (abuso) da trilha sonora. A música é utilizada em demasia, e não é trilha de fundo, composição de ambiente etc, é música alta, com o compositor cantando em confronto com o que se vê na tela, na verdade um desfilar demasiado de clipes musicais.
Putz, e a montagem é doida, com cortes em profusão, não pára. Uma cena após outra sem pausa, sem silêncios, sem momentos de descanso ou reflexão. É movimento o tempo inteiro, ação o tempo inteiro. Se ainda assim, tudo conspirasse a favor da história, mas ao contrário, parece que esse mosaico doido apenas enfraquece o que tem de melhor o filme de Guel (e que não é de autoria do diretor e sua equipe): o texto delicioso de Dias Gomes. O texto salva a alma de Guel do inferno, é onde estão os motivos mais fortes para o filme ter a força que ainda tem.
Claro, Nanini construiu um personagem magnífico; Zé Wilker, caramba, o Zé Wilker está incrível como o Zeca Diabo, não pensei que ele ainda fosse capaz de mostrar um trabalho tão bom depois de tanta tralha e tanto isopor nas últimas décadas. O Zé Wilker está vivo como ator. Podia manter essa disposição, essa alma de artista, nos papéis seguintes.
Se temos alguns personagens excelentes, temos muitos personagens que não enchem os olhos. O romance entre os personagens de Maria Flor e Caio Blat me parece apenas uma historinha incluída à força para atrair o público jovem num elenco majoritariamente de coroas. (Parênteses: eu fui um desses bobos que mordeu a isca, e não arrependo: a primeira aparição da Maria Flor tirando a roupa para tomar banho de calcinha valeu o dinheiro da entrada). Mas é um romance que nada tem a ver com a trama principal. Poderia sair sem prejuízo nenhum à história que está sendo contada. Sem falar que o romance em si é falso, numa cena a Maria Flor mergulha na água, Caio é um desconhecido. Na outra cena, ela está brigando com pai para casar com o cara. Hein? Como assim?
Outro desacerto foi fazer um elo forçado (pelo menos soou totalmente artificial) entre a história em Sucupira e os acontecimentos em torno da ditadura militar e a redemocratização do país. Eu ri em vários momentos do filme, o texto de Dias Gomes e a canastrice do personagem de Nanini são um bom casamento, um acerto. Eu achei excepcional o sinistro e iletrado Zeca Diabo do Wilker. Mas esperava muito, muito mais de um filme de Guel Arraes.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Brigada Ligeira
*
Estou seguindo firme nas águas na terceira temporada de Lost. Concordo com quem disse que as duas primeiras temporadas são melhores. Mas a série continua intrigando. Não tenho tido condições de dividir meu tempo livre com outras séries. É só Lost.
Liberdade, liberdade
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Daí um amigo me incita a me filiar ao seu partido. Com um amigo desses... Gosto mais do estilo "Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós" que a prisão a um partido político. Por isso nunca me filiei. Já fui muito simpático à idéia de filiação, é verdade. Por um tempo (era um outro tempo mesmo, do "Fora, Collor" etc), pensei bastante no PT. Isso porque gostava dos caras que conheci ligados ao partido na escola. E porque fiquei amigo e quase-namorado de uma moça (linda) do partido.
Depois fiquei muito simpático à idéia de aderir ao PV. Entrevistei um dos quadros uma vez, fiquei muito impressionado. A ótima impressão veio de bonde. Mas uma decpção sobre rumos, definições, coligações e etc veio em seguida, com o tempo. A última vez que pensei (já não tão empolgado) em ingressar num partido político foi com o PPS, por causa do Ciro Gomes (de quem ainda gosto) e por causa da amizade com o grande Alfredinho, o presidente do partido em Alagoinhas, cidade onde vivi um período.
Felizmente, nunca cedi à tentação da carterinha. Claro, teria sido uma experiência. Mas gosto de não estar comprometido a entender a idiossincrasia dos partidos, que é uma lógica muito escrota às vezes.
Gosto da liberdade de poder discordar, falar mal, se for o caso. E também de gostar de quem eu quiser. (Isso me lembra Renato Russo. Foi ele quem gritou uma vez num show, "eu amo quem eu quiser". As patrulhas caíam em cima por causa da opção sexual do roqueiro que declarou que gostava de meninos e meninas. Ele reagiu. Tava certo ele.)
Estar em um partido é assinar embaixo das coisas mais espantosas que podem ser feitas para que seja possível governar ou minimamente disputar o poder. Tem gente que gosta de jogar esse jogo. Tem gente que não. Prefiro ter a minha voz e opinião livres. E dormir tranquilo. Se antes, quando era inocente, puro e besta, não me meti na asneira de me filiar a um partido, não será agora que o farei.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Sobre filmes "B". E "Lost"...
sábado, 10 de julho de 2010
João Falcão

Alguns filmes
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Julie e Julia
Curti muito o filme da Nora Ephron sobre a vida de Julia Child, a lendária culinarista americana, autora de Mastering the Art of French Cooking. O filme conta duas histórias paralelas. De um lado, está o relato da vida de Júlia Child (papel de Meryl Streep) em Paris nos anos 50. Na outra ponta, conta o desafio que se propôs a jovem americana Julie Powell (Amy Adams) que, na época atual, resolveu refazer todas as receitas do livro de Child em um ano e contar a aventura em um blog. Enquanto vemos Julia sair da condição de mera acompanhante do marido diplomata para tornar-se um cozinheira famosa, assistimos, ao mesmo tempo, o esforço de Julie no presente para fazer as receitas, dar atenção ao casamento e manter um emprego chatinho de telefonista num órgão público. Confesso que fiquei bem identificado com a frustração da personagem quando errava uma receita. É possível ficar muito bravo quando as coisas dão errado na cozinha. E o que é pior: é muito fácil errar na cozinha. É um trabalho que exige muita paciência. Não há como negar que, no filme, a parte da história que se detém na vida de Julia Child é mais viva e interessante. Meryl Streep tem tudo a ver com isso, sua construção da personagem é incrível. Mas não desgosto da Amy Adams, acho ela muito boa atriz. Soube que as duas trabalharam juntas em "Dúvida". Já anotei no caderninho para ir atrás. Enfim, o filme mostra as pessoas comendo bastante. Para mim não há programa melhor que passar duas horas vendo uma história sobre comida, com preparo e degustação de pratos, que envolve ainda a alimentação de um blog (de culinária!) e a publicação de livros. É um filme muito simpático que quero ter em casa.
Lobato

quinta-feira, 8 de julho de 2010
The good wife

Jean Charles
"Jean Charles" é um filme muito simpático. Principalmente porque nada promete e o que entrega não aborrece ninguém. Gosto mais ainda da metade final quando as coisas vão se complicando até chegar ao desfecho que todo mundo conhece (o brasileiro é confundido com um terrorista no metrô de Londres e assassinado pela polícia inglesa). Não dá pra morrer de amores com algumas interpretações, depois entendi que o diretor Henrique Goldman misturou atores e não atores. Mas mesmo atores profissionais como a bonitinha Vanessa Giácomo não pareceram nada menos que corretos (o que já é grande coisa). Selton Melo faz um trabalho bom, o seu Jean Charles cativa. O meu personagem preferido é o Alex, interpretado pelo baiano Luiz Miranda. O diretor diz que fez um filme de ficção com elementos reais, misturou ficção e realidade para contar a história com a contundência que achou devida. Eu acho que ele teve mais acertos que erros. É um filme honesto, um trabalho que vale a pena ver.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
A Partida

Gostei muito da transformação do protagonista, o respeito que passa a ter pelo ofício de preparar o cadáver e ajudar na "passagem para o outro mundo". Um filme que tem pouco diálogo, boas imagens, e um protagonista que nada tem de herói – ou talvez tenha, de um outro jeito. De qualquer forma, um filme e um personagem que crescem aos olhos do espectador. Parece que a lição é que podemos aprender muito com a morte. É um clichê, mas mesmo clichês bem trabalhados podem oferecer um frescor e uma visão diferenciada. E o principal, há tantas coisas que se pode trazer do filme, o enredo central está amparado em ótimas circunstâncias e situações que enriquecem a experiência do que se está vendo. É um filme que parece simples, é simples, mas tem muitas camadas. Antes mesmo de terminar, eu ficava pensando que queria ver "A Partida" outras vezes. Isso só acontece quando a obra captura mesmo a gente. Me capturou.quinta-feira, 1 de julho de 2010
Filmes, férias etc
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Caramba, há muito tempo não curto tanto uma novela como estou agora com "Passione". É, na minha modesta opinião, um dos melhores trabalhos do Silvio de Abreu (que é um cara muito inventivo e cheio de referências de cinema). A novela é inflada em núcleos, historias grandes e pequenas, personagens, mas tudo é bem aproveitado, anda com ritmo, e se conecta com o conjunto. Personagens mais imporantes rivalizam em interesse com personagens menores, e todos contribuem para o andamento da história. Prazerzão seguir essa novela todas as noites.
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Outra coisa bacana é conferir a tosquice deliciosa de "Ana Raio e Zé Trovão". Não pensei que ia gostar de rever algo de Jayme Monjardim com tal prazer sádico. Estou curtindo.
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Estou saindo de férias. Alguns filmes que quero ver entre os 500 que estou em atraso: "Ao sul da fronteira", "O escritor fantasma", "Viajo porque preciso, volto porque te amo", "Sonhos roubados", "As melhores coisas do mundo", "Onde vivem os monstros", "Um homem sério", "Amor sem escalas", "A partida", "Meu caro Francis", "O homem que engarrafava nuvens", "Tudo pode dar certo", "Julie & Julia", "Educação"... Bom, chega, né? Não vou listar os 500...
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Nessas férias espero escrever muito nesse blog. Inclusive coisas pessoais como Hederverton gosta.
