Estava conversando com minha amiguinha Juliana hoje. Estou desolado com o fim de 24 horas. Essa oitava temporada que terminei de ver recentemente foi uma das melhores, começou bem e terminou melhor ainda (embora tenha embolado um pouco no meio do caminho). A série me dá muita saudade do meu amigo Sérgio, que era viciado. E foi quem me tornou viciado também. Estou triste. E com o som do barulhinho daquele relógio ainda vivo dentro da minha cabeça.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
24
Estava conversando com minha amiguinha Juliana hoje. Estou desolado com o fim de 24 horas. Essa oitava temporada que terminei de ver recentemente foi uma das melhores, começou bem e terminou melhor ainda (embora tenha embolado um pouco no meio do caminho). A série me dá muita saudade do meu amigo Sérgio, que era viciado. E foi quem me tornou viciado também. Estou triste. E com o som do barulhinho daquele relógio ainda vivo dentro da minha cabeça.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Furacão Elis
Difícil falar sobre um livro cuja personagem central tem tanta conexão com a sua vida. Talvez não seja difícil. Eu é que sou bocó mesmo. Me desmancho quando penso em Elis Regina. Não saberia dizer quando comecei a gostar dela, acho que nasci gostando. O livro "Furacão Elis", de Regina Echeverria, me trouxe de volta a figura de Elis. Muita coisa do passado pulou no meu rosto. Falando do livro propriamente: ele é rico em depoimentos, alguns bem especiais, mas, no geral, achei que a autora usou demasiado esse recurso de abrir aspas. Ficou como um documentário de TV. A autora pega da palavra apenas para introduzir a fala seguinte. É uma mediadora. Talvez não seja um defeito em si, mas me incomodou não ter a leitura indo embora sem que eu pense nela, na estrutura. Queria que a autora tomasse as informações para si e falasse como alguém que chegou àquele ponto por força da pesquisa. Ela entrega a responsabilidade pelo que diz à fonte. Tipo, é fulano que está dizendo. Senti falta de um mergulho maior, de uma contextualização maior, de saber mais sobre personagens que cruzaram a vida de Elis. Um monte de gente aparece e some. Sobre sua família, por exemplo, fala-se muito pouco e a impressão que passa é extremamente unilateral (da perspectiva de Elis). Foi um perfil mais ou menos tridimensional de Elis, rodeada de perfis rasos de todos os outros personagens. Fiquei mal acostumado lendo excelentes biografias. Talvez esteja querendo algo que a Echeverria não se propôs a tal. Mas louvo seu trabalho, ela ralou bastante e conversou com as pessoas certas. Ia lendo e pensando em Elis. Não tenho dúvida, amo essa mulher. Como é incrível. Falar que ela era uma pessoa difícil, como falam algumas amigas minhas, não consigo compartilhar com isso. Difícil todos nós somos. Elis tinha seu tanto de complicação, mas era normal dentro dos limites da loucura de todos nós. O que me pareceu foi até o contrário: que ela era muito sensível, muito emotiva, muito carente. E amava demais. Esse livro é muito doido. Não quero ficar aqui a criticar o trabalho suado dos outros, mas poxa... Sem que a heroína ou qualquer outra droga tenha sido mencionada antes no livro, de repente, a Elis Regina acorda morta, vítima de overdose. Há uma explicação pela metade, trazendo razões do relacionamento amoroso (ela havia brigado com o então namorado, o advogado Samuel MacDowell). Putz, nenhum sinal indica que chegaríamos nisso. O livro não apresenta um único ponto que antecipe ou prepare o cenário que veremos no final. Nesse momento, fui meio que surpreendido. Parece que o livro fica na superfície. Não estou criticando. Funciona como reportagem. Como um documento para entender melhor como foram as coisas, eu ficaria com muito ainda a desejar. A autora tinha uma ligação com Elis, eram amigas e tal. Não tenho dúvida de que foi feito com coração e boa fé. Mas senti falta de mais.
Estou escrevendo este post, ouvindo Elis e tomando um licor. Então, releve qualquer sentimentalismo.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Arroz cremoso
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Elis
Já nas últimas páginas de "Elas gostam de apanhar", uma amiga me traz "Furacão Elis", livro sobre a vida dessa cantora que me deu (e dá) tanta saisfação nessa vida miserável. A amiga diz que não gostou do que leu, descobriu que Elis é insuportável como pessoa. Engraçado. Uma outra amiga me falou de uma entrevista de Elis com o mesmo comentário. Que ela parecia arrogante e que se achava. Eu vi a entrevista e me deliciei. Meu comentário foi que Elis pode ser o que quiser, até antipática (que não acho que tenha sido, não do jeito que falam). Porque sendo boa ou má pessoa, sendo agradável ou não, ela não deixou de ser a potência que ela foi como cantora, intérprete e diva da música popular. Bota alguma das suas canções mais fodonas e aumenta o som: é uma experiência! Elis é maravilhosa. Mesmo que no trato pessoal não seja nenhuma santa. E isso importa? Para quem deu de presente interpretações altíssimas de "Arrastão", "Deus lhe pague", "Travessia", "Atrás da porta", "Corsário", "Águas de março", "As Curvas Da Estrada De Santos"? Para mim, o que importa é a enormidade que ela deixou. Adoro Elis. Um caso de amor mesmo.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Iron man 2
Me diverti muito ontem com o novo "Iron Man". Para mim, cumpriu direitinho o papel de entretenimento. Pelo cinema lotado, deu pra ver que muita gente está curtindo e recomendando. Eu que gostei do primeiro filme - e que nunca deixei de gostar de Robert Downey Jr - fiquei meio preocupado com tantos atores novos na linha de frente do elenco. Mas parabéns ao diretor Jon Favreau, tudo se resolve bem e o filme flui. Minha musa, Scarlett Johansson, mal cabe nas roupas, de tão formosa. Tem gente que diz que ela foi mal aproveitada e que não tem função no filme. Acho bobagem. Tem que pensar nela como um bônus. Se ela não é essencial à trama, mal não faz. Seu charme, gostosura e talento só acrescentam no interesse que o filme provoca. Quem perde num filme em que cada entrada dela é em um modelito mais colado que o outro? O filme tem diálogos ótimos e as cenas de ação são acompanhadas por uma trilha bem legal que, depois descobri, é o rock do AC/DC. Muito bom. Gosto bastante do Sam Rockwell (de "Frost/Nixon"), que faz o antagonista. Já o vilão do Mickey Rourke lembra muito seu "O lutador", apesar do sotaque. Mas não faz mal. Um bom ator como ele faz a diferença com pouco. Sua atuação é tão acima da média, que ajuda a jogar o nível do filme para cima (adoro ele pronunciando, cínico, seu "You lost, Stark... lost, Stark..."). Tava com saudade de um filminho de ação bem feito.
domingo, 2 de maio de 2010
Bastardos Inglórios
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Ah, um bom livro!
Ah, nada como um bom livro!
terça-feira, 27 de abril de 2010
Vida longa a "Damages". Ou não.
Terminei a terceira temporada de "Damages". É uma série que manteve o excelente nível até o fim. Coisa rara. Acabou sendo uma trilogia pela forma como o arco de situações começadas lá na primeira temporada encontrou desfecho apenas agora. Caso a série continue, obrigatoriamente será um novo começo, de tal sorte foi a forma como todas as pontas foram aparadas. Tem gente triste com a possibilidade bem real de a série não ser renovada. Eu estou satisfeito. Não sei se será possível aos criadores superarem o que vimos até aqui. Para não correr o risco de a série cair de qualidade, prefiro que termine desse jeito. Mas, claro, se vier uma nova temporada, será recebida de braços abertos. Pra finalizar, quero apenas dizer que Rose Byrne, depois de "Damages", é uma das minhas atrizes favoritas (Glenn Close já era desde "Ligações Perigosas").
Sex and the city
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Madrasta
sábado, 10 de abril de 2010
V
*
Peixe
"Parece que nosso complexo de Casa Grande extirpou até o gosto pela aventura do gosto. Uma perda."
Josimar Melo, jornalista, crítico de gastronomia.
Lelê/xerém
Sucesso de público e de crítica o lelê de milho que fiz ontem aqui em casa. Redescobri esse prato que minha mãe fazia na minha infância. Muita gente chama xerém e isso me deixou confuso. Eu sempre conheci como lelê. E é delicioso e bem fácil de preparar. Tudo começou num evento que fui a trabalho essa semana, um café da manhã. Minha amiguinha Dora ficou lembrando o estouro (de bom) que é a combinação de lelê com café. Foi água na boca. Daí lembrei da minha mãe. Voltei no tempo. E porque não tentar fazer? Comprei o milho já pronto no mercado. Usei também leite de coco, coco ralado, leite liquido, manteiga, canela em pó, açúcar e cravo. (Detalhe: minha mãe faz com leite tirado do coco mesmo, não usa as garrafinhas tão práticas. Dá cem vezes mais trabalho, mas o resultado vale a pena). Pesquisei e descobri um milhão de receitas que confundiam muito mais que explicavam. Usei duas e ainda dei um toque meu, mudando uma ou outra instrução. Antes de preparar, claro, liguei pra minha mãe que me deu uma ótima dica para achar o ponto certo. Precisa ter paciência para mexer bastante como se tivesse fazendo vatapá. Mas o resultado vale a pena. Coisa de 30 a 40 minutos e ele está pronto e bonitão. Despejei numa assadeira e esperei esfriar. Delícia. Eu, Eloá e a pequena devoramos de um dia para o outro.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Um segundo
terça-feira, 6 de abril de 2010
Bridges
Alguém diria que é imperdoável. Com razão.
*
Estou numa certa expectativa. Estou com os primeiros cinco episódios da série "V" no meu coldre. É só parar e assistir. Mas resisto. Não sei se presta... Minha amiga Juju diz que a desconfiança não é só minha. Mas que não desgostou do que viu no piloto. Não sei...
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Coco Chanel
Bom programa foi ver o filme "Coco antes de Chanel", filme de Anne Fontaine. Não havia me entusiasmado quando estreou nos cinemas, mas Eloá queria muito assistir. No sábado, peguei na locadora pra ela e eu mesmo comecei a ver "só" o comecinho. Daí fui ficando, ficando, ficando... É um filme curioso, feito com cuidado, nem um pouco chato. Mostra a vida da estilista Coco Chanel antes de ela se tornar quem se tornou. Mostra sua vida pobre, a dificuldade financeira, a diferença de outras mulheres, as mudanças que vai operando nas cabeças e nas roupas. O que costura a trama é um triângulo amoroso entre Coco e dois homens bem diferentes. Diferentes, mas civilizados (até demais). Chanel sai das mãos de um para o outro quase sem conflitos. Entretanto, decide que nunca irá se casar. O amante fala pra ela que podem continuar a relação igual, porque amor nada tem a ver com casamento (e ele está prestes a casar com outra para salvar sua situação financeira). São bons personagens. Um dos melhores é o protetor de Chanel, que aparece desde o início do filme, interpretado pelo ator Benoît Poelvoorde. A Andrey Tatou, que vive a estilista, está bem simpática em cena. É séria, tem humor variado, é autêntica. Não demora até que as senhoras da época comecem a cair de amores pelo talento daquela mulher que se veste como homem e tem uma grande elegância. Seus chapéus começam a fazer muito sucesso. Essa parte de moda e estilo aparece em cenas interessantes e divertidas. O filme inteiro é bem interessante. E diverte.*
Vimos com muita satisfação o retorno da Disney ao desenho tradicional com "A Princesa e o sapo". Para bem da verdade, Eloá e minha filha pareceram gostar bem mais que eu. Mas eu não desgostei. O desenho é divertido, tem ritmo bom, e faz uma gostosa homenagem ao jazz e à Nova Orleans. Porém, não deixo de trazer comigo a sensação de que minha empolgação era bem maior com os mesmos desenhos da Disney de algum tempo atrás (como "Branca de Neve", "Aladim", "Rei Leão"...). Pode bem ser que eu tenha crescido, claro.
Pai, mãe...
terça-feira, 30 de março de 2010
Sex and the city
sábado, 27 de março de 2010
Fazendo as malas
Trecho: “Meus primeiros momentos em Roma foram no táxi. Eu havia perguntado qual seria o preço da corrida até o hotel, ele me disse sessenta euros. Quando chegamos, estendi uma nota de cem euros, e o motorista, cheio de sorrisos, agradeceu muito a gorjeta. Eu disse que estava esperando o troco, que ele me deu, com a mesma cara-de-pau e os mesmos sorrisos. Pronto, estava mesmo em Roma.”
terça-feira, 23 de março de 2010
Sobre a leitura
André Garcia, criador do Estante Virtual, que vende livros na internet
*
Minha filhinha vai crescendo. Quero que ela goste de livros. É a minha ocupação no momento, fazer dela uma moça apegada, com orgulho, às letras. Sempre desconfiei de frases do tipo "leia qualquer coisa, vale até bula de remédio". Talvez valha a pena para um candidato a farmacêutico. Não creio que ajude quem pretende ser um bom leitor. Leitura tem a ver com prazer. E, sabemos, adquirir o hábito não é algo que cai do céu. Há que se investir. Há que se criar estratégias para que o leitor surja de dentro da casca. Aquele livro da coleção primeiros passos (quanto tempo, hein?), de título "O que é leitura", ele ensinava que ler é uma ação mais larga que apenas "leitura de texto escrito". A leitura é uma ação cultural, pode-se ler um livro como um filme, como um programa de TV, como uma situação, um fato. Pode-se ler uma pessoa. Mas falando de texto escrito, para manter o foco: estava falando que desconfio se na estratégia de formar leitores tem alguma valia a orientação de ler qualquer coisa. Não digo com isso que também só vale a leitura de clássicos. Principalmente, que ninguém começa a ler com Sheakespeare e Cervantes. Para minha filha de oito anos, que adora a Turma da Mônica, eu tenho esperado ela crescer mais um pouco com um discurso na ponta da língua. Eu diria (direi) “comece com o que te interessa e esteja receptiva e atenta”. E, claro, vou induzindo-a a autores que sei que mal não vão fazer, por tanto... Que tal Lewis Carroll, Monteiro Lobato, Rubem Braga? Tomara que ela leia minha atitude da maneira correta. Um gesto, como um texto, pode ser mal interpretado. E tudo que eu não quero é obter o resultado oposto, fazendo meu bebê rejeitar a leitura por sentir que manipulo os fios da sua marionete. O que sei é que pelo jeito que ela devora as historinhas da Mônica, Cebolinha e Cascão, acho que não tenho com o que me preocupar. Aquele solo é fértil para meus projetos de formar uma leitora gulosa por obras de qualidade. Oxalá!
segunda-feira, 22 de março de 2010
Livros
***
E já emendei "Fazendo as malas", da Danuza Leão. É um livro para fazer uma pausa nos temas sangrentos da obra anterior. Danuza trata de viagens, malas e outros temas correlatos. A leitura é leve, flutua. Eu gosto mais quando ela fala sobre seus hábitos incomuns (mudar a cama para a sala de jantar; preferir ficar em hotel para não ter que dar bom dia a ninguém), prefiro isso a sua descrição da semana santa e da feria em Sevilha. Mas, vá lá, mesmo essas descrições tem alguma graça. Estamos nos primeiros capítulos.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Exemplar do inferno
segunda-feira, 15 de março de 2010
Comida baiana
Big Brother
domingo, 14 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Aos estudos
*
Melhora muito o romance "Terras do Sem fim" nessa banda final. Gostei bastante do maior espaço para o advogado que começa um romance ardente com a mulher do poderoso senhor de terras. Isso nos momentos que antecedem uma sangrenta guerra anunciada. Nessa parte final, Jorge Amado vai se concentrando mais nos personagens centrais, deixando de lado as delongas e os duzentos figurantes. Vai melhorando o que já é bom.
terça-feira, 2 de março de 2010
Jorge
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Torta de carne seca
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Spartacus
Apesar de ver muitos filmes, há muito tempo, mesmo assim sou um cinéfilo em começo de carreira. Há incontáveis filmes "importantes" que estão na minha lista de "a ver". Risquei mais um esse fim de semana com "Spartacus", épico de Stanley Kubrick, uma produção de 1960. Quem me conhece sabe que sou admirador de Kubrick. Entre meus filmes preferidos, o tempo passa, e continua entre eles "Laranja Mecânica", "O Iluminado" e "De Olhos Bem Fechados". Do "2001 - Uma Odisséia no Espaço" não gosto. Explicando melhor: gosto muito de toda a parte que envolve o super computador Hal 9000. Só. (Já "Lolita", adaptação que Kubrick fez da obra de Nabokov, vi no final do ano passado e ainda não sei se gostei.) Gostei de Spartacus. É um filme que trabalha dois núcleos: o do escravo que se torna gladiador e daí lenda ao formar e liderar um exército de escravos. O outro núcleo é o dos políticos em Roma. Gosto mais ainda das tramóias dos patrícios romanos que da formação do líder interpretado por Kirk Douglas. Assistia e não parava de pensar nas grandes produções de holywood. Mas isso é estranho, porque Kubrick sempre foi um diretor autoral. De certa perspectiva, é o anti-estúdio. Depois que li sobre a produção, endenti o que se deu. O filme é da produtora de Kirk Douglas (pai de Michael Douglas) e seria dirigido originalmente por Anthonhy Man. Por divergências entre diretor e produtor, Mann saiu de cena e Kubrick foi chamado com as filmagens já iniciadas. Essa troca no meio do caminho não resultou em prejuízo para o filme. Não aparentemente. Gosto especialmente de Laurence Olivier, que faz o antagonista e rival de Spartacus. E as melhores falas foram entregues ao ator Charles Laughton, que interpreta um cínico e experiente senador Gracchus. Em certo momento o senador é questionado sobre sua intenção de fazer acordo com bandidos. Ele responde que política é algo prático. "Claro que fazemos acordo com bandido, desde que ele tenha algo que queremos". É cruel dizer isso, mas: a frase resume parte do que é a política brasileira e do que é a história da humanidade. Enfim, todo grande filme de estúdio em holywood tem uma dama que torna mais doído o sofrimento do herói - e mais interessante o prazer de assistir. Aqui a mocinha é interpretada por Jean Simmons, uma coisinha mais linda.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Filmes
Compensei o tempo perdido revendo "O Corte", direção de Costa-Gavras. O filme, embora um pouco mais longo que o necessário, trata de um alto-executivo que perde o emprego na indústria de papel e não consegue se recolocar. Mostra uma Europa em dificuldade e como as pessoas se movimentam nesse contexto de crise. O personagem central tem uma idéia para voltar ao mercado. Ele decide eliminar a concorrência. E não se trata de sentido figurado. Bom filme.
Assisti "Guerra ao Terror", que concorre a nove Oscars, inlcuindo melhor filme e diretor. Não é mau filme, mas não me impressionou tanto como achei que poderia. Mas é preciso dizer que não sou bom com filmes de guerra. Não lembro de nenhum que tenha realmente mexido comigo. Este "Guerra ao Terror" é tenso, tem aquela câmera tremida dos filmes que imitam documentário, há esse suspense tremendo toda vez que a equipe anti-bomba chega em um local ameaçado. Parecem casos reunidos sobre uma equipe de trabalho, por mais incrível e mortal que seja esse trabalho. Impressiona em algumas cenas, mas dá vontade de ir ver um documentário de verdade. Como ficção, não me "pegou".
Por fim, vi o início de "G1 Joe - A Origem de Cobra". Falo que vi o início porque não tive saco para ir sequer até a metade. Perdi a paciência com filme bobo, sem história, que tem uma explosão a cada cinco minutos e um golpe de arte marcial a cada 30 segundos. Estou ficando velho.
Jogo de Espiões
O velho Robert Redford mostra que bons atores podem fazer valer um filme inteiro. É o caso de "Jogo de Espiões", produção de 2001, de Tony Scoty, onde temos, ok, um roteiro que levanta a bola e facilita a vida do veterano ator. É a história de um espião (Redford) que no dia exato em que está saindo para a aposentadoria, precisa salvar um amigo e ex-pupilo (papel de Brad Pitt), que foi preso pela polícia chinesa e condenado à execução. São 24 horas de movimento dentro do escritório da CIA, com um reloginho nos mostrando o tempo restante para que seja evitado o pior (percusor da famosa série?). Sabemos da relação entre os dois espiões e os motivos de um e outro por causa do relato feito pelo veterano (e haja flashbacks). O personagem de Redford nada tem escrito sobre o parceiro, porque está tudo em sua cabeça, "funciono à moda antiga", é o significado. A direção da CIA está pouco se lixando para o preso que será executado. Não quer problemas com a China, mesmo que tenha que sacrificar um dos seus. Todo o filme é de Redford. Pitt não está mau, corre de um lado para o outro, transmite o envolvimento do personagem, ajuda a movimentar a trama. Redford age no bastidor, é a inteligência, aquele que usa a máquina a seu favor, dá um nó nos superiores, salva o dia, tudo isso sem dar um soco ou disparar uma arma. O fato é que o velho ator faz valer cada real gasto na locação do disco.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Invictus
Sensacional o novo Eastwood, "Invictus". Minha teoria é que existem cineastas sob medida para cada pessoa. Eastwood nunca me decepciona (mesmo "Cartas de Iwo Jima"/ "A Conquista da Honra", que não me fizeram morrer de amor, me deu um punhado ou dois de gratificação). Em "Invictus", temos esse personagem de Mandela, que Morgan Freeman recria tão bem em cena. Arrisco dizer que nunca vi Freeman, que não é mau ator, nunca o vi melhor. Os jogos de rúgbi, do qual não entendo nada, aquelas cenas das equipes se espremendo, como búfalos medindo força, são tremendas. É um filme com apelo à emoção, como são muitos outros sobre esporte. Eastwood conta essa história de forma interessante, com respeito à nossa inteligência e à realidade factual. Não é uma situação pouco complicada a da África do Sul pós apartheid. O filme demonstra essas tensões. Sei que o filme não é aplaudido por todos, divide opiniões. Para mim, foram duas horas de satisfação.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
How I Met Your Mother
Como é bom descobrir coisas boas. Graças a minha amiguinha do peito, Juju, eu sou um cara que resolvi minha crise de abstinência depois do ponto final no último episódio de "Friends". Conheci algo tão instigante e engraçado quanto. A série é "How I Met Your Mother". Não duvido que a série foi feita sob medida pra o público órfão de "Friends". Embora seja outra coisa, em vários sentidos, conserva o básico: um grupo de amigos de classe média, nas variadas situações (algumas absurdas) de encontros e desencontros amorosos, tudo com uma boa dose de sarcasmo e humor. Eles também têm um ponto de encontro (não é um café, é um bar), eles também têm um terraço e, sim, eles também têm o seu Chandler Bing. Aqui se chama Barney Stinson, e é uma figura...
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Coentro
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Fim da Escuridão
Não tenho problema em admitir certas coisas. Que gosto de Mel Gibson, por exemplo. Ontem aproveitei um tempo livre à noite e fui assistir "Fim da Escuridão", filme protagonizado por Gibson, dirigido por Martin Campbell. Não é mau filme. É uma história policial que cresce, se complica e se revela uma grande intriga envolvendo figurões do governo americano, fabrico de bombas nucleares, terrorismo interno, assassinato, etc. Gostei de todo o clima do filme, que segura o interesse e vai desvelando a trama aos poucos. Há cenas de ação em poucos momentos e elas são muito boas. O primeiro impacto é a morte da filha do personagem de Gibson nos primeiros minutos. Esse é o fato que faz desenrolar toda a história. O policial e pai começa a investigar e, sabemos, ele não pára enquanto não descobre o que houve com sua filha. Nessa trilha encontra uma rede complicada que envolve gente poderosa, incluindo um senador da república. Campbell consegue manter o foco no policial e na sua relação com a filha. Ele precisa superar a dor pela perda e ao mesmo tempo buscar uma explicação para o que houve. No caminho, encontra um profissional misterioso (o ator Ray Winstone) que não se sabe se está ali para ajudá-lo. Um aparte: esse papel seria de Robert De Niro, que largou as filmagens no meio. As cenas entre esses dois personagens - duas ou três - são algumas das melhores do filme. Fiquei desgostoso com o final. O filme começa e se desenvolve bem, mas não termina do mesmo jeito. O final não é óbvio. Também não é bom.
Concupiscente
Terras do Sem Fim
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Ensopado
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Ingrato
Minha filha antes de ir visitar os avós, tinha conversado com a mãe no skype (acompanhada de perto pelos meus olhos e pelo meu ciúme). Não tenho problema com a ex-mulher que é a mãe de um filho meu e que não vive mais comigo. Mas ficaria mais feliz se ela sumisse, fosse abduzida por aliens, mudasse de vez pro Cazaquistão, qualquer coisa assim... Entretanto sei que minha pequena sofreria se não visse mais a mãe. E eu sofro por ela ser tão apegada.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Sabino
Confronto
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Arrasta-me...
Tive medo durante o filme "Arrasta-me para o inferno", do Sam Raimi. O filme é um exagero só e justamente por isso é tão bacana. Raimi não se leva a sério, brinca com o gênero, mói a protagonista (vivida pela atriz Alison Lohman), coitada, que sofre o diabo enquanto tenta se livrar de uma maldição. O dinheiro está por trás de algumas das motivações dos personagens. O filme pode ser lido como um conto moral que condena a ambição. Mas é curioso que o vidente e a médium que tentam ajudar a protagonista sejam também movidos por dinheiro. Mas não dá pra se apegar muito a isso. Raimi quis fazer um filme divertido e assustador. Conseguiu.
Vi também "Desejo e perigo", de Ang Lee. Me esforcei de início, o filme não me pegou de cara. Mas fui em frente, gosto de Ang Lee. A história se passa nos anos 40 durante a segunda guerra mundial e a ocupação de Hong Kong e Shangai pelas tropas japonesas. Acho que Ang Lee perde muito tempo até chegar ao ponto, o romance secreto entre um oficial japonês e uma atriz ligada à resistência local. Ela foi infiltrada para seduzir o oficial para que seus colegas possam eliminá-lo. A atriz que faz a espiã (Wei Tang) é boa em cena, fica dividida entre os dois lados em conflito e consegue ser bastante convincente. No fim, a sua personagem mostra que foi subjugada pelo amor, paixão ou algo nessa linha. Não é um filme banal. É uma experiência interessante. Uma das melhores cenas é aquela em que os resistentes matam um homem a facadas, é grotesca, arrepiante. Coisa parecida pode ser dita das inúmeras cenas de sexo. Brutais, intensas (especialmente a primeira). São cenas fortes, não estou certo se gostei ou não, mas causam impacto na tela.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Ainda Vidas Secas
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Saudade
Graciliano
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Sozinho
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
*
Muito bom o episódio final da quarta temporada de "The Office". De repente, um monte de coisa aconteceu num único episódio que deixou várias histórias no meio para a próxima temporada. Steve Carell é o protagonista Michael Scott, que nunca está menos que hilário em cada episódio. Não poucas vezes quem rouba a cena é o ator Rainn Wilson (talentosíssimo), que faz o personagem Dwight. O ponto alto são os textos. É uma ótima sacada trabalhar o dia-a-dia de uma pequena empresa e haja criatividade para tantas e tão inspiradas histórias. Nessa season four, até Eloá eu consegui arrastar para ver comigo alguns episódios. Vamos agora à quinta temporada.
