
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Rio de Janeiro
Me preparo para voltar ao Rio de Janeiro depois de dez anos. Naquela época fui atrás de uma garota. Conheci um pouco da cidade em uma semana, suficiente pra ficar deslumbrado. E querer voltar. Demorei, a vida me jogou de um lado para outro. De lá pra cá, fiz teatro, larguei o teatro, virei e desvirei poeta, fiz jornalismo, amei, desamei, conheci mulheres, fiz amigos. Entrei no Rio pela ponte Rio-Niterói, fiquei embasbacado com a visão, um pôr-do-sol do outro mundo. Ainda tenho saudade do Rio, daqueles montes, do céu estranho, do Arpoador, da orla de Copacabana... E as canções, tão bonitas sobre a cidade, são mais bonitas quando já estivemos lá. A marchinha de carnaval é verdadeira, a beleza e os encantos da cidade são reais. A cidade partida narrada nos livros, nos jornais, não é maior nem mais forte que a cidade que inspirou Jobim, Chico, Vinícius, Antônio Maria...
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Mais sobre "Angústia"
Todos os personagens de Graciliano Ramos em três livros que li são desgraçados. E são livros referenciais em sua bibliografia: "São Bernardo", "Vidas Secas" e agora "Angústia". Não terminei de ler o último ainda, cheguei a um terço da obra, mas já dá pra ter uma noção clara do personagem principal. O que mais tenho gostado nesse livro é que esse protagonista, Luís da Silva, revela um traço de Graciliano que não conhecia: o conteúdo sexual.
Para começar, o seu protagonista é um desbocado. E descreve sem cerimônia as coisas que faz com as moças (e também aquelas que gostaria de fazer). Para o que eu tinha visto do autor até aqui, foi um susto. Mas um susto bom, evidentemente. Porque um artista não tem moldura, escapa delas, e isso é ótimo. Como é bom se surpreender com um velho conhecido. E o mais curioso é que dá para identificar o DNA do autor em toda a "miséria existencial", toda a... "angústia" que vive o Luís da Silva.
Ele vive sozinho lamentando o presente e remoendo o passado. Se apaixona pela vizinha e quebra a cara. Nas primeiras 50 páginas está apaixonado, não se segura, parece um animal. Nas 50 páginas seguintes, tomamos conhecimento de sua desilusão amorosa que o arrebenta e enfurece. Estou na parte em que ele quer a mulher de volta, Marina, com quem quase se casou até ela se interessar por outro. Não sei o que vai acontecer.
Tudo é narrado daquele jeito, sabemos do que se passa pela boca do Luís da Silva, da sua perspectiva e do seu humor de cão. O que significa que tudo pode ter se passado de outra forma, se a gente descontar o ângulo passional do personagem. Não parece que coisa boa espera o personagem até o fim da história. Mas para mim, leitor, o trajeto até aqui está estupendo.
Para começar, o seu protagonista é um desbocado. E descreve sem cerimônia as coisas que faz com as moças (e também aquelas que gostaria de fazer). Para o que eu tinha visto do autor até aqui, foi um susto. Mas um susto bom, evidentemente. Porque um artista não tem moldura, escapa delas, e isso é ótimo. Como é bom se surpreender com um velho conhecido. E o mais curioso é que dá para identificar o DNA do autor em toda a "miséria existencial", toda a... "angústia" que vive o Luís da Silva.
Ele vive sozinho lamentando o presente e remoendo o passado. Se apaixona pela vizinha e quebra a cara. Nas primeiras 50 páginas está apaixonado, não se segura, parece um animal. Nas 50 páginas seguintes, tomamos conhecimento de sua desilusão amorosa que o arrebenta e enfurece. Estou na parte em que ele quer a mulher de volta, Marina, com quem quase se casou até ela se interessar por outro. Não sei o que vai acontecer.
Tudo é narrado daquele jeito, sabemos do que se passa pela boca do Luís da Silva, da sua perspectiva e do seu humor de cão. O que significa que tudo pode ter se passado de outra forma, se a gente descontar o ângulo passional do personagem. Não parece que coisa boa espera o personagem até o fim da história. Mas para mim, leitor, o trajeto até aqui está estupendo.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Angústia
Volto às boas mãos de Graciliano Ramos. Comprei o presente de natal antecipado: "Angústia". Sobre esse livro, li que era o melhor do escritor. Mostrei o presente à minha filha, ela cheirou o livro, mediu todo e se espantou com a grande quantidade de páginas. Sempre fui admirador de Graciliano Ramos. Tinha lido umas três vezes "São Bernardo", que até hoje adoro. E li "Vidas Secas" uma vez e meia (na primeira leitura, não lembro porquê, não cheguei no final). Na edição de "Vidas Secas" que li no início do ano tem um estudo sobre essa e outras obras dele. E por esse ensaio, fiquei muito curioso para ler "Angústia", tratado como filé mignon entre os livros de Graciliano. Comecei a ler. As primeiras páginas já me pegaram. Bom presente.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Onde vivem os monstros

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