
After Life traz uma história que tenta segurar ao máximo uma ambiguidade sobre um homem que fala com mortos.
Ele fala mesmo com os mortos que prepara para o funeral ou é um assassino que arma para enterrar vivas pessoas dadas como mortas?
Seria uma premissa, talvez, razoável se bem manipulada.
A verdade é que o trailer que coloca essa situação esgota todo o interesse do filme (e o que me instigou foi o trailer). O resto é perda de tempo.
Corrigindo: seria perda de tempo, se não fosse sempre um prazer ver atuar a Christina Ricci.

Tenho respeito pelo diretor por "Dogville", de que gosto muito, e não desgosto de "Dançando no escuro" (os dois filmes dele que tinha visto antes ).
Depois de "Dogville" fiquei bem curioso para ver "Manderlay", do mesmo diretor, com a minha queridinha, a atriz Bryce Dallas Howard.
Mas "Anticristo" não me deixa nada animado para ver qualquer outra coisa de Lars Von Trier.
O filme é muito ruim, embora pareça um trabalho muito profundo sobre a natureza humana, os processos psicológicos, a dor pela perda de alguém próximo etc.
Na verdade, é uma experiência de sádico.
O começo com aquela câmara lenta, estilizada, a música pontuando a sequência de sexo explícito, a criança que caminha para a morte.
Eu já desconfiei ali que não devia vir grande coisa pela frente.
E estava certo, a cena inicial é o que há de melhor no filme inteiro. Nem por isso significa que é coisa boa, que valha a vista, que traga algo significativo para o pobre espectador.
Daí por diante começa o filme, repartido em capítulos, numa historinha em que o marido submete a esposa a tratamento para lidar com o luto, sem remédios ou métodos convencionais.
Vão parar numa mata, o "Éden", onde se irão desenrolar novas cenas de sexo, confrontos entre eles, experiências sobre medo, situações de mutilação, tortura e por aí vai.
Poucas coisas no cinema tem sido tão desagradáveis quanto esse "Anticristo".
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